"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário.
E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."

(Bertolt Brecht)

domingo, 7 de agosto de 2011

Fabricando Tom Zé

Vejam, ouçam, sintam.


"Mas quando as pessoas veem o artista no palco, todo mundo ama muito tudo isso."
(texto do espetáculo)

Notas do processo_17 de Fevereiro_Protesto

Foi uma manifestação contra baixos salários e condições de trabalho. Os músicos do Teatro Colón tocaram o Hino Nacional e arrancaram aplausos.

Um protesto parou o Centro de Buenos Aires. Quem passou em frente ao Teatro Colón, um dos mais importantes do mundo, assistiu a uma cena rara: músicos da orquestra no meio da rua. Foi uma manifestação contra baixos salários e condições de trabalho. Eles tocaram o Hino Nacional e arrancaram aplausos.



Notas do processo_ 11 de Fevereiro_Natascha Kampusch


Em livro, Natascha Kampusch diz que apanhava de captor 200 vezes por semana


O enigma de Natascha Kampusch


25 de maio: O caso Natascha Kampusch, encontrada depois de 8 anos desaparecida


Para ouvir

Batedores - Mundo Livre SA (álbum Por Pouco) 

Composição: Bactéria, Fred Zero Quatro, Goró, Marcelo Pianinho, Xef Tony.


Os computadores das mega corporaçãoes trabalham full time, 
dia após dia. Seus altos executivos circulam num mundo de 
fanatismo e devoção, venerando o onipresente deus Nike. Mesmo quando deveriam estar de folga, eles não param de pesquisar. Investigando as ruas, buscando novas pistas. Há décadas eles vêm comprando e subornando congressistas, democratas, modernos, liberais, patrocinando campanhas presidenciais, financiando planos de governo, armando, tramando novos consórcios globais que assumem rapidamente o controle de imensos e estratégicos patrimônios estatais - enfim, conquistando pequenos, médios e grandes mercados emergentes, em todos os continentes, aquilo que antes chamávamos de países.

Renegado, batedor sou

Não, não, não estamos falando só de macroeconomia ou geopolítica. Estamos falando de mutações, instituições, partidos, valores e concepções (religiões, no final das contas) que se anulam ou se reciclam vulgarmente a cada rotação da terra. De almas e mentes mutantes. Dos abjetos seres PDM – Portadores de Deficiência Moral.

Renegado, batedor sou

Mas exibindo seus reluzentes celulares digitais, palmtops, para-brisas blindados e bonés Nike, esses são apenas os patéticos vilões da nossa história. Para enquadrarmos os heróis, temos que deslocar o cenário. Visualizemos uma zona metropolitana de um mercado decadente, berço de um verdadeiro exército de desajustados batedores. Becos da fome... Cassetetes... Escopetas... Nesse ambiente hostil, a senha para a sobrevivência consiste numa resposta equilibrada para um recorrente conflito.

Renegado, batedor sou

De um lado a duvidosa e farsesca resistência das consagradas tradições, e de outro a perigosa sedução das antenas. Mas o batedor não come na mão de ninguém, não rezamos na cartilha dos nikemen, nosso combustível é som. Não aquele contaminado, que as donas de casa disputam nas prateleiras de ofertas dos grandes magazines incorporados, só porque já ouviram um milhão de vezes nos Nike espaces, templos sagrados de Sir Nike, que nunca serão atingidos por mísseis perdidos.

Renegado, batedor sou

Sentimos de longe o cheiro da diluição incorporada. Estamos sempre nas quebradas e temos o poder de absorver só a batida que jamais fica batida.


Pode servir para debates


Após 40 anos, protagonistas do seqüestro do embaixador americano estão brigados




Facção Central - Artista ou Não


"artistas na parede qualquer merda dando tiro
e não ser reconhecido não ter consagração
desperdício de talento um sonho todo em vão
então porque continuar se o caminho é desvantagem
resposta muito simples não tem boi pra pilantragem
quero ver dignidade, um movimento de verdade"




Notas do processo_02 de fevereiro_R$ 627.000,00


01/02/2011 - 10h31

Ceará paga R$ 627 mil por peças de Zé Celso e gera protestos

DE SÃO PAULO




O investimento público de R$ 627 mil para levar o diretor Zé Celso Martinez Corrêa e a série "Dionisíacas" para Fortaleza causou polêmica entre artistas do Ceará.
O dinheiro investido em quatro dias de apresentação supera os R$ 500 mil que o setor de teatro cearense recebe por ano do governo estadual via edital de incentivo, segundo a Secretaria de Cultura do Estado.
"A gente não é contra o Zé Celso aqui. Mas é uma quantia fora da nossa realidade", disse o ator Carri Costa, da Cia. Cearense de Molecagem.
Carri deu início à discussão ao se manifestar em uma carta aberta que repercutiu na internet.
Alguns artistas, como ele, não compareceram às apresentações, que ocorreram na semana passada. "Estou de luto e protestei", disse Edson Cândido, do Grupo Imagens.
O ator e diretor Marcelo Drummond, do Oficina, também disse que o protesto não foi sentido nas peças.O boicote não foi unanimidade entre artistas do Estado. "Fui ver o espetáculo e estava lotado. Não houve hostilidade ao grupo", disse o ator e diretor Ricardo Guilherme.
"Acho que, em vez de se manifestarem contra o Oficina, eles deviam se manifestar a favor da cultura própria."
A secretaria de Cultura afirmou que R$ 200 mil usados para levar o Oficina foram investidos pela pasta e o restante foi liberado pelo Tesouro do Estado para a comemoração do centenário do Theatro José de Alencar, onde ocorreram os espetáculos.
A secretaria informou ainda que o incentivo à cultura no Estado é feito também de outras formas.
Na festa de Réveillon da cidade, um show de Caetano Veloso também causou polêmica. A prefeitura gastou R$ 714 mil, incluindo cachê, 19 apartamentos para a equipe e 20 passagens aéreas.
A apresentação, porém, foi feita no estilo "banquinho e violão", sem banda. A prefeitura alega que o dinheiro não foi gasto apenas com o cachê do artista, mas também com a logística do show.


extraído de:
comentários:


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Esse assunto inflamou nosso encontro do dia 2 de Fevereiro. Posições e oposições. Nos fortaleceu à necessidade do espetáculo.

"Todo mundo quer ir para o céu, mas, ninguém quer morrer!"
(texto do espetáculo)

Zé Celso Maretinez Corrêa